domingo, 8 de julho de 2018

SONETO 1 - 2018





Meu peito gélido as horas consome
o esmorecer que nenhum gozo altera
a inércia pulsante desta quimera
sepultando-a em uma vaga sem nome.

O deleite oculto em codinome
desviou-se da alma que o quisera
arrostando-a impiedosa à grade austera
na impotência a definhar de fome.

Não entendo como estou a respirar...
Se em minh’alma não existe mais sonhar...
Somente neves do olhar exalando.

Suspiros destoantes de um cantar...
Débeis pelos calos do caminhar...
Ruídos do alento frágil expirando.


Soneto de Della Coelho
Imagem: google.com



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