domingo, 25 de fevereiro de 2018

EXTINÇÃO






Estava eu em amargas trilhas a caminhar
sem sequer saber por onde as encruzilhadas iriam me levar.

Sonhei impossibilidades nos confeitos da ilusão
e vomito agora as pétalas escuras de meu véu de solidão.

Poderia talvez notas sublimes das minhas lágrimas compor,
no entanto canto o silêncio sombrio do meu grito de Dor.

Da Razão por vezes busquei explicações em meu sentir
e deparei-me com a loucura de minha insanidade a Florir.

Implorei tanto aquele toque ansiado na imensidão;
mas só vi, a minha frente, o caminho frio da extrema exaustão.

Tudo o que posso agora é anestesiar-me para pelo Bem eu servir
e aspirar passo a passo que venha logo o meu tão esperado extinguir.


Poema de Della Coelho
Imagem: google.com





2 comentários:

  1. Lindo poema.
    Intenso como cada linha de tudo que escreve.
    Histórias vividas...sentimentos vertidos.
    Parabéns.

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  2. Obrigada, Poeta. Sempre muito gentil.

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