sábado, 3 de setembro de 2016

INCERTEZA




Na desordem desta sina confusa,
sonhos partidos merecem sofrer,
convém a angústia ao acaso escolher,
preso nos elos da treva difusa.


Arrasto-me em versos de Flor desusa
clamando o pranto ao brado converter
a Crucificada de fel prazer.
Priva-me da cova a pena intrusa!



Será que viverei eternamente
chorando a eterna dor do Amor ausente
para enfim ser coroada em um altar?


Ou irão essas lágrimas tristemente
irrigarem as Flores lentamente
enternecendo meu último acordar?



Poema de Della Coelho
Imagem: google.com

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