terça-feira, 13 de setembro de 2016

LUZ DA LUA I







            Mais um pôr-do-sol sem ti”, acho mesmo um bom tema pra continuar um poema, mas estou tão cansada de poemas, de rede, de tanto pensar. O que eu posso fazer numa situação desta? Morrer? Se pelo menos fosse suficiente pra criar  uma doença  e eu morrer de uma vez, seria ótimo mesmo. Mas não! Nem dói o suficiente pra se morrer nem é suportável o suficiente pra se viver. E, então, passo eu os dias levando a vida com a barriga!

 E se tudo fosse diferente? E se tivesse dado certo realmente? Não, nossa! Acho que ninguém merece mesmo ser tão feliz assim, porque aí sim eu poderia morrer de tanta felicidade! E daí ele ficaria viúvo? Talvez por isso também nunca tenha dado certo. O cara realmente percebe que me ama, que sou a mulher da vida dele, enfrenta o mundo e, quando me conta, eu tenho um ataque do coração e morro nos braços dele. Perguntariam ao viúvo “Do que ela morreu?” e ele todo infeliz( claro) “eu a matei, morreu de felicidade!”.

 É, talvez seja mesmo por isso que nada dá certo comigo.

            Mas e se de repente eu estivesse aqui e ele chegasse do nada? Aquelas coisas que só mesmo uma vez na vida isso pode acontecer, comigo aconteceu só uma vez mesmo, então, acho que esgotaram já minhas chances! Se bem que, quando isso aconteceu, foi quase perfeito, eu estava bem arrumada e cheirosa, mas não teve o beijo. E o beijo é algo realmente definitivo pra este momento, então pode ser que ainda não tenha acontecido totalmente e eu ainda tenha a chance, sabe. Mas tomara que aconteça e eu não morra. E eu tenho de estar maquiada e com a roupa certa! Se fosse agora, por exemplo, seria um desastre definitivamente! Eu teria de correr ao meu quarto pra trocar esta calça horrível e me maquiar! Ai, meu Deus, isto significa que preciso andar impecável todo tempo que estiver trabalhando, almoçando e, principalmente, na varanda de casa. A varanda é o pior lugar porque quando estamos em casa usamos tudo aquilo de mais confortável e tudo que é bem confortável é largo demais pra mostrar suas curvas e macio demais pela velhice, sem contar as cores ultrapassadas da moda de sua avó, como é o meu caso agora.

 Mas deveria mesmo ser perfeito! Eu estaria aqui na rede com um vestidinho atraente e maquiada, claro. Mas por que estaria assim em casa num domingo à tarde? Não é porque vou inventar uma estória com “E” que não terá coerência ou “verossimilhança”, como eu diria aos meus estagiários.
Bem, eu havia sentido que precisava sair pra espairecer ué. Afinal sou uma mulher jovem, solteira e sem ter o que fazer numa tarde de domingo. Então, resolvi ir ao shopping, tomei banho, me arrumei, fiz algumas ligações que não encontrei ninguém, liguei o rádio e tocou nossa canção antiga. Claro que daí as lembranças começaram a fluir, uma lágrima escorreu e deitei na rede com ar trágico.
Mas ele chegar assim não seria tão legal. Ele chegaria, eu veria um carro parando e a frente de casa não tem nada de romântico.
Acho que já sei.
Jéssica ( sempre usei este nome em minhas brincadeiras, eu sou Jéssica e ele é Michael, não me diga que você nunca assistiu o filme “Talvez algum dia”? Detalhe, eu tinha treze anos quando eu o assisti! Perfeito!). 
Bem, vamos tentar de novo, onde ela estava mesmo, ou melhor, onde eu estava? Já sei... o dia era nublado, nem quente demais pra eles ficarem transpirando nem frio demais pra tremerem de frio e ela ter de ficar enfurnada dentro de casa. Nenhum homem , por mais que a amasse, sairia numa madrugada de inverno atrás de alguém. Muito menos o Michael, que já é uma dificuldade trazê-lo num dia agradável até em sonho. Então, imaginem um dia fresco, a brisa sopra  levemente e deve ser primavera porque sempre as árvores estão floridas quando imagino- Flamboyant e Ipês, amo os Ipês desde que li o livro “Quando florescem os Ipês”. 
Bem...já conseguiram imaginar o dia , não é? Ah, quase esqueci, é quase pôr-do-sol, hora muito importante pra mim e nem me perguntem por que, porque não direi;  se quiserem saber, leiam o romance desta autora que saberão.
Vamos a esta Estória.
Jéssica estava angustiada com mais um domingo sem conseguir sair de casa. Cansada de músicas, internet e, sempre o vazio de nada  acontecer que modifique sua rotina solitária, decidiu que era melhor sair um pouco para espairecer. Pensar nele desta forma estava enlouquecendo-a. Michael provavelmente estava saindo com sua ficante atual, se divertindo enquanto ela estava ali presa ao passado já distante- pelo menos para ele.
Michael foi seu segundo namorado, mas o único pelo qual se apaixonou-  seu primeiro e único Amor. Eram muito jovens e namoraram pouco tempo, porém Jéssica entregou-se completamente àquela paixão e de tal forma foi marcada pela presença dele em seu coração que, quando Michael a deixou para ficar com outra, sua vida simplesmente desabou e foi preciso que ela mudasse de cidade para conseguir se refazer sem ele. O problema é que nunca se recompôs totalmente. Tentara outros envolvimentos e tentou mesmo ser feliz , mas ele era como uma farpa fincando seu peito. Por mais que estivesse bem com alguém, ele estava ali avisando de quem era seu coração. Pior- de quem era sua alma.
Estranhava como alguém pudesse mesmo influenciar tanto em suas atitudes e em seu bem-estar. O estranho era que, ao contrário do que diziam os amigos, o tempo somente ajudava a intensificar a tristeza de não tê-lo ao seu lado. Tentava mesmo imaginar aonde chegaria tamanha angústia que se intensificava a cada dia.
Sentia-se como uma árvore que fora criada para dar oxigênio ao ser humano e fora colocada em um lugar que não chegasse a luz do sol. Para que serviria? Para mais nada.
Naquele domingo em especial, estava ainda mais triste que nos dias anteriores. Não conseguia vislumbrar nem uma fagulha de esperança por menor que fosse. Ao mesmo tempo que sentia que ele a amava da mesma forma que ela, as atitudes e a realidade mostravam que se a amasse mesmo já teria vindo buscá-la ou, pelo  menos, de alguma forma avisá-la.
Melhor mesmo seria não pensar em mais nada. Sair é mesmo a melhor opção.
Tentando compensar a nostalgia, Jéssica arrumou-se com um esmero ainda maior que de costume. Sempre fora vaidosa, mas jamais escrava da moda. Era uma bela moça, seus longos cabelos negros realçavam o desenho delicado de seu rosto e destacavam seus olhos azuis. Evitava saltos, pois já era alta o suficiente; então, preferia sandálias delicadas. Já pronta, olhou-se no espelho e gostou do que viu, parecia realmente uma jovem feliz e cheia de vida; mas, se olhassem bem em seus olhos, perceberiam que o azul deixara de brilhar já há algum tempo.
Não seria tão ruim assim, nada poderia ser pior do que ficar em casa sem ter o que fazer e remoendo lembranças que deveriam estar esquecidas.
Mas, por algum motivo, ela não conseguia pensar em sair com seu carro. Resolveu andar pela vizinhança. Próxima à sua casa, havia uma praça e sem dar-se conta disso lá estava ela encaminhando-se para um banco  parecido ao que tantas e tantas vezes ela encontrara-se com ele . Ao ver-se sentada sob um Flamboyant suspirou sem forças  e achou melhor entregar-se ao que sentia naquele momento.
Não adianta fugir! Pela primeira vez desde que saíra de sua cidade, resolveu enfrentar seus sentimentos de frente.   Amava-o e quanto mais lutasse contra isso, mais o sentimento a venceria. Deixou-se então ser tomada por ele, amava e não era amada, ponto final. Seria melhor conviver com isso e assumir de uma vez por todas a verdade sobre si mesma, só assim poderia seguir sua vida sabendo de suas limitações em relação à tão sonhada felicidade. Percebeu que para ela isso não era mais uma existência possível, então deveria tentar fazer sua vida ser o menos desagradável possível. Cortaria músicas,  filmes melosos e melhor afastar –se das praças. Estava decidida, poesias nem pensar! Entendeu que não nascera para o Amor e nunca sentira-se tão infeliz como naquele momento.
Michael era um jovem muito bonito e encantava as garotas com seu jeito cavalheiresco realçado pelos seus  irresistíveis olhos verdes. Era muito jovem ainda e há alguns anos pouco sabia das consequências que a escolha de um caminho poderia afetar sua vida.  Além de belo era também muito talentoso com as palavras. Cuidava dos negócios da família e era o filho mais promissor para assumir  a Presidência da fábrica de eletrodomésticos, eram famosíssimos pelos melhores aspiradores de pó do local . Recém-formado em Administração de Empresas, dedicava-se ao trabalho em tempo integral. Sua reputação e simpatia davam a certeza de sucesso a quem o conhecia. Dir-se-ia que ultimamente  sua vida social fazia-se nos balcões com os funcionários de seu pai. Os amigos sempre cobravam sua presença nas festas imperdíveis para cada membro da turma de colégio. Durante a faculdade dava a desculpa de trabalhos e compromissos universitários e, agora, diria o quê? Assumiria de uma vez por todas que cometeu um erro deixando que Jéssica saísse de sua vida e que tudo que queria era ir a uma dessas festas e encontrar-se com ela novamente?  Não faria isso nunca, se sentiria um tolo com certeza.
Eram jovens demais quando namoraram e a idade não o deixara desgostar-se por ser tão cortejado quanto era. Certa vez ,  confundiu atração física com paixão e entregou-se a uma aventura amorosa. Na época estava com Jéssica e, embora não quisesse ficar sem ela, não conseguiu desvencilhar-se do namoro que iniciava com a outra menina. Claro que ele tentou conversar com a Jessy e pediu que ela esperasse por ele, mas ela não entendeu nada e simplesmente do nada sumiu da vida dele. Claro que não deveria amá-lo, se não teria ficado e esperado por ele.
Foi assim que ele pensou na época. Porém com o tempo conseguiu entender o quanto exigiu demais de alguém que o amava profundamente e que ela só conseguiria esperar  vendo -o ter uma relação com alguém se não o amasse verdadeiramente. Mas , quando  percebeu isso, já era muito tarde. Ela já havia ido embora e provavelmente teria refeito sua vida com outra pessoa. A última notícia que teve era que ela estava envolvida com um músico.
Cada dia mais alcançava o sucesso nos negócios assim como o vazio de sua vida se intensificava. Preparava-se para mais um final de semana sem perspectivas quando resolveu voltar ao velho banco onde se encontravam.  Saiu da fábrica quase ao entardecer e iniciou aquela noite de sábado tendo como companhia o seu velho amigo pôr-do-sol.
Tinha um futuro e tanto pela frente, mas precisava enfrentar seus fantasmas e seguir seu caminho seja para onde fosse. O que mais lhe doía é que havia muitas coisas que gostaria de ter dito a Jessy, mas que ele nunca falou nada. Ele sabia que agora era impossível resgatar o que acabou, ele destruíra uma parte quando a traiu e ela destruiu o que restava quando foi embora e envolveu-se com outra pessoa. Mas então por que ele ainda estava preso a ela? Deu-se conta de que faria qualquer coisa para desvencilhar-se deste sentimento horrível que o perseguia e não o deixava ser feliz.
Decidiu que precisava falar com ela; dizer-lhe, enfim, tudo que estava engasgado em sua garganta e depois disso, com certeza, poderia prosseguir. Era provavelmente sua única saída de libertação. Devia estar preso a situações tal de como seria se eu tivesse feito isso ou aquilo e a incerteza deixa muitas possibilidades para que uma mente entenda definitivamente qual o melhor caminho a tomar e, uma vez tomado, deve ser seguido sem olhos para trás. Pelo menos, era o que ele pensava neste momento.
Conseguiu com um amigo,  sem dar muitas explicações, o endereço atual de Jessy e decidiu partir no dia seguinte. Controlou o ímpeto de dar meia-volta durante a viagem que- fora seu estado de espírito-  prosseguiu tranqüila. Em poucas horas provavelmente a veria. Esperava que quando a encontrasse seus olhos dissessem “viu, nem é tão linda e alta quanto imaginava!” e, como num passe de mágica, perceberia que nem a amara tanto e que tudo foi por conta de terem rompido drasticamente e ficado algo mal-acabado entre os dois.
Chegou à cidade e facilmente encontrou a casa modesta em uma rua sem-saída. Suspirou fundo e tocou a campainha, não havia ninguém em casa. Perguntou à vizinha sobre a Jéssica e disseram que ela provavelmente passaria a semana fora já que o carro estava na garagem e ninguém o atendera. Normalmente ela dava palestras com alguns jornalistas em pequenas cidades da região.
O domingo quase chegava ao fim, Jéssica não queria mais sair dali e sabia que logo apareceriam a Lua e as Estrelas...só mais hoje verei as nossas Estrelas e depois eu esqueço de vez! Nunca mais olharei para o céu, nem que seja pra ver se vai chover. Sorriu lembrando do quanto se divertiam juntos em dias de chuva naquela praça e quis desesperadamente saber onde estaria ele naquele momento e em quem estaria pensando ou... amando. Deveria estar tocando-a neste momento. Ele bem que poderia estar dormindo agora, assim não estaria fazendo nada, exceto abraçado a ela. Mas ele vai dormir num domingo à tarde?!!! Chega de pensar, foi só essa vez e agora chega!
Michael  sentiu sua face desfalecer de decepção, percebeu o quanto queria vê-la. Talvez tivesse feito esta viagem simplesmente para olhá-la uma última vez e inventado todas as desculpas idiotas de colocar um ponto final em tudo quando esclarecessem um ao outro o que se passara entre eles. Ilusão, besteira, ele queria era encontrar-se com ela novamente.
Não conseguiria retornar ao carro neste momento, precisava pensar um pouco e entender que deveria partir ainda hoje sem nem ao menos ter ouvido a voz dela. Seguiu sem rumo buscando algum lugar onde pudesse sentar-se e descansar um pouco da longa viagem. A vizinha indicara uma pequena praça a uma quadra dali e uma lanchonete na direção oposta. Caminhou deixando que seu coração escolhesse o melhor caminho para ele naquele momento.
A praça ficava em um local mais alto que as casas da região e não havia nenhum prédio nas redondezas. Jessy debruçou-se na encosta do banco e ficou olhando o pôr-do-sol daquele dia, seria o último que veria e quis apreciar cada detalhe. As cores hoje tinham um tom especial, estavam avermelhadas como se a natureza acompanhasse o decompor de seus sentimentos e sangrasse em meio à luz do firmamento... via os raios levemente colorindo as casas de um rubro-dourado que caía iluminando a rua que seguia rumo a sua fria casa. Olhou naquela direção e, com os olhos ainda foscos de olhar diretamente os raios de sol, viu uma imagem vindo em direção aonde ela estava. Sentiu um tremor percorrer todo seu corpo e por um momento achou estar tendo uma alucinação. Não conseguia mover-se dali.
Michael veio caminhando e só percebeu que seu coração optara pela praça quando pode vislumbrar um belíssimo pôr-do-sol. Pensou que talvez ela, como sempre fizera, devesse fazer daquele lugar, tão próximo de sua casa, um cantinho especial  e olhou em volta tentando adivinhar qual o banco que ela escolheria quando viu um imponente Flamboyant.
Devagar Michael foi caminhando em direção ao banco agora especial e, conforme seguia, um filme passava-lhe pela cabeça... risos...brincadeiras...músicas  ... chocolates... poesias... e o primeiro beijo dos dois.
- Jessy.
- Oi, Michael.
Como é que eu vou saber o que se diz num momento como este, se eu nunca passei um momento como este?!!! Bem, estou seriamente pensando que esta Estória terá de parar por aqui...mas deixá-los assim? Logo agora que se encontraram e que ele fez a tal viagem e que o coração o levou até ela...fala sério, foi lindo não foi? Eu sei que é meio cafona, mas quem disse que cafona não pode ser lindo? Dane-se , eu amo as baboseiras românticas e a estória é minha, portanto, encho-as do quanto eu quiser!   Pronto, isso mesmo! Darei o final que eu queria que fosse, posso não saber o que realmente seria, mas eu sei o que eu gostaria que fosse! Quem não gostar de coisa melosa, pare agora mesmo; porque, já que estou suprindo uma necessidade romântica de minha pessoa, suprirei com tudo que tenho direito e não estou nem aí para literatos ou senhores de si. Românticas, vamos de volta à cena...ele chegou e tal e ela levantou-se do banco, embora ela ficasse parada, ele que caminhou até ela...
- Jessy.
Não havia nada no mundo de que ela gostasse mais do que ouvir seu nome ser pronunciado pelos lábios dele. Ela não conseguia acreditar que ele estava ali, à sua frente. Só poderia estar acontecendo algo muito ruim. Viera convidá-la para seu casamento, com certeza. Mas ela estava vendo-o. Aquele homem que era o único no mundo que ela queria ver  estava ali e ainda falava com ela.
- Oi, Michael.       - foi tudo que conseguiu dizer enquanto tentava desesperadamente se recuperar do choque de vê-lo inesperadamente. Tentava se recompor para não jogar-se nos braços dele mostrando o quanto sua presença a desequilibrava.
- Eu sei que você deve estar estranhando eu aparecer aqui...- ele não conseguia fitá-la ao falar-lhe.
- Você veio para alguma convenção, é isso?...  Não deixe que venha me convidar para seu casamento, não deixe, meu Deus, por favor.
Então, ele a olhou nos olhos e ela não entendeu que olhar era aquele.
- Eu vim vê-la.
- O quê? !! Me ver? Viajou até aqui para me ver?!! Por quê?  - tentava imaginar o que teria acontecido para ele deixar a futura mulher dele e vir até ali falar com ela. Ela sabia pelos amigos que ele ainda não se casara. Nunca quis saber mais que isso com medo de magoar-se.
E, então, naquele momento, ele sorriu daquele jeito mágico que só ele faz no mundo, segurou as mãos dela entre as suas e falou ainda mais docemente.
- Jessy... - naquele momento todas as promessas feitas há pouco caíram por terra irreversivelmente, mesmo que ele a convidasse para madrinha de seu casamento, ela jamais esqueceria aquela voz.  - ... eu a amo. E é com você que quero ficar, só com você. Sinto-me muito infeliz  sem você estar comigo e queria que você soubesse disso porque nunca antes eu deixei claro o quanto você é importante pra mim, o quanto você me faz falta. Eu sei que você está com uma pessoa e nosso tempo já passou... – disse baixando os olhos, não queria vê-la confirmar que amava outro.
- Não, Michael, eu não estou com ninguém...  – seus olhos novamente se encontraram e mesclavam-se às cores dos últimos raios de sol daquele dia especial - ... como poderia estar com alguém quando você não sai nem um segundo do meu coração?
Sorriram inebriados de tanta felicidade.  Se não houvesse uma só palavra, o olhar dos dois diria o quanto se amavam. Nada mais era necessário que falassem, saberem-se amados um pelo outro era o que importava, pelo menos naquele momento.
Sem que desviassem os olhos, Michael  suavemente acariciou a face de Jessy ao mesmo tempo em que ela segurava-se nele fortemente como se caso soltasse aqueles braços ele se dissolveria junto ao últimos raios de sol . Envolvidos naquele momento, seus lábios buscaram um ao outro entregando-se ao acalento de unirem-se definitivamente em Verdadeiro Amor.
Ai...que lindo, né?! Claro se beijaram muuuiiiiiiiitoooooo e se abraçaram muuuuuuuiiiiitttooooo também e se casaram e foram felizes para sempre, lógico!
Ficou tarde agora, acabou meu domingo e é hora de tirar esta calça horrível , tomar um delicioso banho quente, uma caneca enorme de leite com chocolate e cama.
Amanhã é um dia cheio...tenho mil palestras a fazer.
Só mais uma coisa, na minha praça aqui perto não tem Flamboyant. Pena, talvez seja esse problema.

Conto de Della Coelho
Imagem: google.com


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