terça-feira, 13 de setembro de 2016

AMAR... AMAR... e AMAR





Pai,
Ouvistes minha prece?
Por que então não o tirais de mim?
Tanto a fazer!
Tanto a estudar!
O amado mesmo já ousou
a  avisar-me  de que irá
de mim se afastar!

Que resta-me agora a querer?
Resta-me confiar-Vos
a fazer-me arrefecer!

Passo os dias
a lembrar de esquecer...
Minha pena?!
 Aposentei-a já
na Esperança de sem ela
poder a imagem dele
em  mim escurecer.

Ah, que dilema!
Tanto amor ter de matar!
Mas, se não o fizer,
ele a mim
com certeza,
quando deixar-me, o fará.

Pai,
Para que insistis
em permitir eu  assim amá-lo,
se eu já sei a solidão
que me resta sem jamais encontrá-lo?

A Vós tento elevar ainda  uma vez
 um esquecer em prece;
mas, quando tua voz de Amor Infinito eu embalo,
compreendo meu Destino de dor
e obediente me calo.

Poema de Della Coelho
Imagem: google.com


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