terça-feira, 1 de abril de 2014

INCERTEZA


Na desordem desta sina confusa,
sonhos partidos merecem sofrer,
convém a angústia ao acaso escolher,
preso nos elos da treva difusa.

Arrasto-me em versos de Flor desusa
clamando o pranto ao brado converter
a Crucificada de fel prazer.
Priva-me da cova a pena intrusa!


Será que viverei eternamente
chorando a eterna dor do Amor ausente
para enfim ser coroada em um altar?

Ou irão essas lágrimas tristemente
irrigarem as Flores lentamente
enternecendo meu último acordar?


Poema de Della Coelho

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